terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

I Wish I Was An Indian

Ah, como eu queria ter nascido índio! Sim, índio. Daqueles que andam pelados o dia inteiro, arriscando-se mata adentro em busca da traiçoeira presa que lhe servirá de jantar. Dos que correm, que brincam, que pulam, que se divertem. Daqueles que vivem em constante contato com a fauna e flora, de maneira nem sempre harmoniosa, mas nunca desrespeitosa. De tomar um bom banho no rio quando bem me conviesse, de poder conviver entre ocas e itaocas, cercado de familiares, parentes, conhecidos... Dos que se pintam, se furam, que celebram. Dos que não precisam de muito para viverem e, ainda assim, o fazem com excelência. Ah, que saudades sinto do dia anterior ao que me introduziram à tecnologia! Da inocência do desconhecer, da ignorância do não saber, da experiência de não ter experimentado, por mais contraditório que pareça. Sinto falta da época em que podia-se viver sem aparatos tecnológicos, elaborados e desenvolvidos para tão somente atenderem às necessidades que nós antes não tínhamos. Ou, quem em sã consciência diria que, há 50 anos , alguém precisaria sair de casa munido de celular, mp3, gps e afins? Tenho plena convicção de que se, hoje, um de nossos ancestrais pegasse um celular em mãos, primeiro ficaria curioso para saber do que se trata, depois perguntar-se-ia “pra que serve?” e, por fim, terminaria descartando-o e voltando a fazer o que havia parado. Quão fúteis, inúteis, corruptíveis!Como nos enganamos ao pensarmos que o ser humano evolui concomitantemente à tecnologia! Um disparate é crer que coisas são mais importantes do que pessoas, que dinheiro vale mais do que relacionamentos, que possuir supera o ser! E, por falar em ser, quem realmente somos, afinal? Confusos entre nossas convicções e nossos “achismos”, buscamos incansavelmente descobrir se, de fato, somos quem somos ou quem fingimos ser. Não sabemos mais onde começa a pele e onde termina a máscara. A quem buscamos enganar: a nós mesmos, ou às pessoas ao nosso redor?
Nada faz sentido.“Afinal de contas, qual o sentido da vida?” diria o outro. Quem teria a audácia ou sobriedade necessária para responder a essa recorrente questão? De onde viemos, quem somos, para onde vamos? Ora, a resposta, no entanto, abunda. Um certo homem chamado Salomão (há quem diga ter sido o mais sábio que já existiu), ao findar de seus pensamentos no livro de Eclesiastes, conclui que, de todas as coisas que temos, fazemos, das pessoas que conhecemos, situações que presenciamos, oportunidades que perdemos, títulos que conquistamos, enfim. Tudo, absolutamente tudo é vaidade. Vaidade. Brevidade. Efemeridade. Fugacidade. Escolha o sinônimo que melhor lhe satisfizer. A verdade é que essa vida é passageira, bem como tudo que ela oferece. Assim como não vale a pena comprar uma mansão cheia de quartos no meio do deserto, posto que seria habitação passageira, também não vale a pena nos apegarmos aos manjares suculentos oferecidos pelo príncipe dessa terra.
O que fazer, então? Em Eclesiastes 9:10, Salomao segue dizendo sobre isso:
“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque na sepultura, para onde tu vais, não há obra nem projeto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”
Portanto, aprendemos, com isto, que tudo é passageiro, e que no, no final das contas, é como se estivéssemos todos em uma grande corrida atrás do vento! No entanto, tudo o que nos for confiado, tudo ao que nos empenharmos e nos dedicarmos a fazer, temos que fazer com excelência. Temos de dar o nosso melhor sempre, como se fora para Deus. A biblia diz, em Efésios 2:8 que a salvacao não vem por intermédio de obra, para que ninguém se glorie, mas também diz que as obras seguem os que foram transformados por Deus, pois, sem elas, nossa fé seria morta, como em Tiago 2:17
Foque-se no que é eterno. Incline seus olhos para o que é duradouro. Não deixe-se levar por coisas que hoje são e amanha já não são mais. E sempre, sempre faça o seu melhor. Sempre busque dar um pouco mais de si mesmo, por mais que as pessoas nao reconheçam. No final das contas, será entre você e Deus, não entre você e as pessoas.
Tudo bem, eu confesso que não fui verdadeiro ao afirmar desejar ter nascido índio. Estou satisfeito com o que Deus me deu e a realidade na qual me colocou. Apenas expressei-me dessa forma clamando pela humanidade num âmbito geral, anseiando por um mundo mais simples e com menos complicações. Hoje, descobri que, através de Jesus Cristo e sua cruz, a vida torna-se muito mais simples. Jesus nos ensina que para amarmos o próximo não precisamos de motivos. Amar excede qualquer entendimento. Ele nos amou, se entregou até a morte e morte de cruz. Isso sim é que é sentido de vida! Viver para Ele, viver nEle e por Ele! Ele é a essência da vida,Ele é a própria vida! O único motivo pelo qual devemos viver.
Com isso, gostaria de finalizar com uma frase que tem tudo a ver com o supracitado: Não tornemos passageiro o que é eterno: viver a vontade de Deus não é estado de espírito, é opção de vida! Que Deus te abencoe!

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